PASSWORD RESET

Bullying: identificar não basta, é preciso combater

Bullying é uma palavra de origem inglesa que não tem o seu equivalente no português, sendo caracterizado por agressões verbais ou físicas. Essa prática está tendo mais reconhecimento agora, sendo algo que acontece com muita frequência. Os alunos que fazem esse tipo de agressão contra um ou mais colegas geralmente costumam se sentir mais fortes e superiores.

As zombarias e violências são penosas e intermináveis para aqueles que as sofrem. Muitas vezes  esse tipo de agressão pode desencadear problemas psicológicos, fazendo com que o indivíduo sofra com isso pelo resto da vida.

Portanto, a responsabilidade pelo combate ao bullying é de toda a sociedade uma vez que qualquer pessoa pode sofrer esse tipo de agressão.  Continue a leitura e conheça um pouco mais sobre essa prática e como você pode ajudar.

O bullying não é um exagero

O bullying é um exercício diário de agressões intencionais e de exposição do outro. Essa agressão se caracteriza pela intencionalidade e ocorrências repetidas com o objetivo de causar constrangimento psicossocial na vítima. Em 2015 entrou em vigor a lei 13.185/15 do Programa de Combate à Intimidação Sistemática que constata o que é o bullying e estabelece que ações para o combate à violência.

Crianças e adolescentes que sofrem bullying tem mais propensão a sofrer uma queda de rendimento escolar e apresentar doenças psicossomáticas. Nesses casos, é preciso o acompanhamento para entender melhor a situação e não deixar com que isso se torne um trauma que influencie, até mesmo, nos traços da personalidade. É importante dar a devida importância para o assunto, conforme uma pesquisa sobre saúde escolar que foi realizada em 2015 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), evidencia que 46,6% de jovens entre 13 e 17 anos sofreram algum tipo de bullying na escola. Existem casos extremos de bullying, onde o estado emocional da criança ou adolescente é tão afetado que ele opta por soluções trágicas como o suicídio.

Isso pode estar acontecendo perto de mim

Para identificar esse tipo de situação, é importante que você fique atento aos aspectos gerais de comportamento dentro do ambiente escolar e como as crianças e adolescentes se portam e tratam os amigos. De forma geral, o alvo do bullying é um jovem mais retraído, com dificuldades de se conectar com pessoas e pode ter baixa autoestima.

Essa agressão intencional ocorre de forma repetitiva, uma vez que quem é o foco das ações dificilmente consegue reagir. De acordo com o procurador da República e autor do livro “Violência e Criminalidade Infanto-Juvenil”, Guilherme Schelb, esses atos podem acontecer contra um novato na turma ou com alunos que apresentam particularidades físicas.

Consequências para o aluno que sofre bullying

O jovem aluno que é o alvo do bullying pode não querer expor sua situação, preferindo não ir à escola por medo e vergonha. Segundo uma pesquisa da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia) foi identificado que 41,6% das vítimas que sofrem bullying nunca buscaram por ajuda ou falaram sobre o problema, nem mesmo com colegas e amigos.

Situações como essas fazem o aluno apresentar um baixo rendimento escolar, achar que não é interessante ou bom o suficiente para integrar o grupo escolar e, até mesmo, pode fazer com que ele queira abandonar os estudos. Em algumas situações o aluno que é a vítima também pode se tornar o agressor ao praticar bullying com um colega que entende por ser mais indefeso. De acordo com a doutora em Psicologia Escolar e pesquisadora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Luciene Tognetta, algumas das vítimas até chegam a concordar com a agressão e deu o exemplo de alguma menina que pode pensar como “se sou gorda, por que vou dizer o contrário”.

O bullying feito por meninas e por meninos

Normalmente o bullying feito por meninas é diferente do bullying feito por meninos e isso se deve por uma questão cultural. De modo geral as ações feitas pelos meninos podem ser mais agressivas e físicas e, então, esse bullying pode ser mais fácil de identificar. No caso das meninas, essas manifestações podem acontecer por formas mais discretas, verbais e veladas como boatos, criação de fofocas, exclusão etc.

Bullying físico e bullying moral

Por vezes acreditamos que agressões físicas são piores ou mais graves que agressões morais ou verbais e isso é um erro. Os dois tipos de agressão causam danos na pessoa que sofre bullying. Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora na Unicamp, explica que os professores também enxergam uma blusa rasgada ou indícios físicos como algo mais concreto e não percebe que uma exclusão é tão dolorida quanto. Por isso é importante que a escola e os professores fiquem alerta para identificar qualquer tipo de comportamento abusivo para intervir imediatamente.

Que tipo de postura a escola pode assumir

É necessário que o ambiente escolar dê a devida importância para esse assunto, orientando professores a ficarem alertas para esse tipo de comportamento. Apesar de existirem brincadeiras entre os colegas no ambiente escolar, os professores podem identificar.

bullying

Leave A Reply

Your email address will not be published.