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Conheça dicas incríveis de como trabalhar o bullying em sala de aula

Uma tristeza que não tem fim. Uma sensação de não pertencer a lugar algum e de não se adequar a nada. É como se todos, a não ser você, fossem criados para o melhor. Tudo o que você possui e que deveria ser visto como algo singular e especial, como a sua cor, seu cabelo, seus quilos a mais, ou seja, tudo aquilo que a sua mãe chama de lindo é visto como feio e desprezível por alguns colegas de escola.

Quando fui vítima de bullying, há cerca trinta anos, isso nem sequer tinha um nome e ser perseguido por ser negro e pobre era visto como algo normal, sendo quase uma atividade institucionalizada.
Hoje, as coisas podem e devem ser diferentes. Estudantes e professores podem trabalhar juntos para proteger o aluno vítima de bullying. Vidas podem ser salvas! Neste artigo vamos dar a você, professor, dicas incríveis de como trabalhar o bullying em sala de aula. Acompanhe!


Aluno que é alvo de bullying

O primeiro passo a ser feito é identificar o aluno vitima dessa agressão. Pais e professores precisam ficar atentos ao comportamento da criança para tentar identificar o problema. A criança tende a esconder o que está acontecendo e se vê mergulhada em medo e vergonha. Algumas rejeitam ir à escola e usam desculpas e estratégias para evitar esse ambiente como dores e choros constantes.
Este problema pode causar a queda de autoestima, pois em sua grande maioria os agressores utilizam características físicas para realizar o bullying. Casos bullying podem ter consequências ainda mais trágicas como suicídios ou até mesmo levar a criança a se transformar em um atirador agredindo vários alunos na escola.

O que leva o agressor a fazer bullying

Assim como o aluno vítima de bullying, o aluno agressor também precisa de atenção e carinho neste momento. Carinho? Você deve estar pensando. Sim, carinho. É preciso ter um olhar atento sobre a vida desta criança para entender o que o leva a ter um comportamento agressivo em relação à outra pessoa. Especialistas apontam que entre os motivos que levam este aluno a praticar o bullying estão à vontade de ser mais popular, de sentir-se e se mostrar mais poderoso, além de obter uma boa imagem de si. No entanto, os motivos podem ir além.

Algumas crianças retratam na escola o clima e as atitudes de violência que vivem dentro de casa. Essas crianças são agredidas ou abandonadas pelos pais e aprenderam que isso é algo normal. Elas tendem a repetir ou retratar essas atitudes com pessoas, que em sua concepção, são mais fracas e frágeis que ela.
O diálogo, com a criança e com os pais, é importantíssimo para resolver a situação. Evite o termo bullying, pois pode gerar rejeição por parte do agressor e dos pais. Faça perguntas e explique a situação mostrando-se como um aliado para resolver o problema. Se realmente houve casos de agressões e abusos por parte dos pais o Conselho Tutelar deve ser acionado para livrar a criança deste ambiente.

Como trabalhar o bullying em sala de aula

No dia a dia da escola o professor pode com facilidade perceber as crianças que apresentam um comportamento diferente como ansiedade, medo e uma necessidade incrível de se manter isolado e invisível. Essa observação cuidadosa pode ajudar o professor a identificar possíveis agressores e vítimas. Fique atendo as rodas de amigos e verifique se há apelidos ou palavras ofensivas. Observe também se há empurrões, agressores ou brincadeiras vexatórias sendo realizadas. Até mesmo uma risada direciona pode oprimir e humilhar uma pessoa. Estes são alguns sinais claros de bullying.

Ao observar qualquer uma dessas ações, a atuação do professor deve ser imediata. O ideal é apoiar e acolher a vítima, na mesma medida que corrige e entende o agressor. O professor deve incentivar a solidariedade, o respeito às diferenças e a generosidade.

Isso deve ser realizado com o conhecimento de todos os alunos, para que o bullying não se repita. Os pais dos alunos envolvidos também devem ter conhecimento sobre o que está acontecendo para que possam orientar e dar a devida atenção aos seus filhos. O respeito do professor ao aluno vitimado deve ser visto como exemplo por todos os alunos. O professor tem o poder de controlar o clima em sala de aula e pode incentivar à paz e à tolerância com atividades e jogos educativos.

Utilize jogos educativos

Como já foi dito neste artigo, a solução para este problema precisa ser urgente e contar com todos os membros da escola. Desta forma, será possível evitar mais sofrimentos. No entanto, falar sobre bullying na escola pode não ser uma tarefa fácil, pois em sua grande maioria o agressor não reconhece nele este papel e encara as atitudes como brincadeiras. Trata-se de um assunto delicado e a escola deve buscar formas de estimular a reflexão. Para resolver esse problema algumas escolhas estão se utilizando de games de combate o bullying. São estratégias lúdicas que tratam o tema de forma leve, sendo mais aceitos pelos alunos. A startup Estante Mágica separou alguns jogos educativos que podem ajudar a resolver o problema. Confira dicas de  jogos que mostram como trabalhar o bullying em sala de aula:

Vigilantes do Bullying: Trata-se de um jogo lançado pelo Ministério Público de Minas Gerais, onde os alunos lançam dados e para avançar no jogo recebe mensagens contra o bullying. No jogo o bullying é visto como um inimigo que deve ser combatido.

Bullying: um dia na escola:  Jogo de tabuleiros criado pelo CADIn que propõe uma investigação sobre quem agrediu Maria Inês. O jogador responde questões que envolvem o controle de impulsos, a empatia, a identificação do bullying e a resolução de problemas.

A Brincar e a Rir o Bullying Vamos Prevenir: Trata-se de um jogo desenvolvido pela Técnica de Educação Social Cátia Vaz, composto por um tabuleiro e um jogo digital. As crianças devem chegar ao parque de prevenção ao bullying através um trajeto de consciência. O jogo possui um vocabulário infantil e personagens feitos por crianças.

O bullying precisa ser visto como um problema de todos. A comunidade escolar em parceria com os pais devem enfrentar o problema e buscar soluções para evitar mais sofrimentos por parte de todos os envolvidos.

Por Nilcéia Fraissat

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