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Educação indígena: conhecimento que respeita à cultura e às origens

Há uma série de estudos aprofundados sobre conceitos de educação inclusiva e especial que englobam não só o cuidado com crianças portadoras de algum tipo de deficiência física, mental sensorial, como também relacionadas a diferenças étnicas e culturais. A educação indígena se encaixa nessa categoria sendo necessário, no entanto, que seja realizada respeitando as especificações culturais e linguísticas de cada tribo. Acompanhe este post e saiba mais sobre o tema.

Respeito à diversidade

O objetivo da educação indígena e levar conhecimento respeitando às especificidades dos povos indígenas, procurando preservar e difundir suas culturas tradicionais. Os povos indígenas têm direito a uma educação específica, conforme determina a legislação nacional (Constituição Federal e Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB) que trata da Educação Escolar Indígena. O contato com a civilização torna a manutenção dos costumes e língua indígena cada vez mais difícil. Desta forma, as peculiaridades culturais são deixadas de lado, sendo substituídas e não conciliadas com as matérias convencionais.

O processo educacional inclusivo visa, então, um equilíbrio entre as culturas, sem imposições e sem sobrepor, por exemplo, o Português ao Tupi-guarani. Eis aí a importância de um professor indígena, bilíngue, dentre a garantia de outros processos próprios de aprendizagem e de desenvolvimento curricular.

educação indígena e valorização

A educação indígena deve reafirmar a identidade étnica, suas línguas e ciências, garantindo aos índios e às suas comunidades, a compreensão de outras estruturas sociais sem ferir aquilo que entendem como sociedade. Dessa forma, os índios deixam de figurar no polo da comunidade em extinção e passam a ser respeitados como grupos étnicos diferentes, com seus costumes e direitos preservados. Conhecer e difundir a cultura indígena é sinônimo de respeito e valorização da história de toda a nação.

A legislação e a luta pela preservação

Os mecanismos legais resguardam os direitos da criança de ser educada dentro das referências de seu povo, e ainda, de receber informações que possibilitem a plena comunicação com o mundo exterior. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, por exemplo, foi aprovada e promulgada em dezembro de 1996 e, em seu texto, deixa claro que a educação indígena deverá ter um tratamento diferenciado das demais escolas dos sistemas de ensino.

Este ensino prevê a prática do bilinguismo, da interculturalidade e da liberdade para cada unidade definir, de acordo com suas particularidades, seu respectivo projeto político-pedagógico. No que se refere à Constituição de 1988, o maior saldo diz respeito ao abandono da postura integracionista, que sempre procurou incorporar os índios à comunidade nacional, vendo-os como uma categoria étnica e social transitória fadada ao desaparecimento. Com a aprovação do novo texto constitucional, os índios não só deixaram de ser considerados uma espécie em via de extinção, como passaram a ter assegurado o direito à diferença cultural.

Educação indígena

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