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Saiba como conter a indisciplina na sala de aula e tornar o ensino produtivo

A indisciplina na sala de aula é um problema que atinge a todos dentro da classe. Professores e alunos sofrem interferências da indisciplina que impedem que o ensino e a aprendizagem sejam realizados em sua plenitude.

Uma pesquisa realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mostrou que o Brasil é o país que mais perde tempo em sala de aula por causa da indisciplina dos alunos. Cerca de 20% do tempo gasto pelo professor é voltado para acalmar os alunos e organiza a classe. Acompanhe este post e descubra como contornar este problema.

Indisciplina na sala de aula

A indisciplina nada mais é que a desobediência a uma regra imposta pelo meio social a qual o indivíduo pertence. Neste contexto, ocorre a insubordinação, confusão e desrespeito. As regras são criadas em prol do bem comum. Os direitos da coletividade devem ser preservados em detrimento às vontades individuais. O antônimo de indisciplina é a disciplina que é o respeito às normas.

Consequências da indisciplina

As consequências da indisciplina na sala de aula são graves e progressivas, entre elas, podemos citar a queda no rendimento escolar tanto do aluno indisciplinado, quanto dos demais alunos que não conseguem se concentrar na matéria ensinada. Há também um desgaste na relação entre professor e aluno, tornando o clima mais tenso e impróprio para o aprendizado. Em casos mais graves de indisciplina em sala de aula temos as agressões físicas que atingem a alunos e professores.

Entenda o universo do aluno indisciplinado

O ser humano é muito complexo e não deve ser visto de uma maneira simplista. Um comportamento indisciplinado ou agressivo pode refletir problemas mais graves na vida do aluno. Neste momento, o professor deve ter serenidade para observar o aluno como um todo. Antes mesmo de tomar uma providência mais drástica, como a expulsão do aluno do ambiente escolar, é preciso levantar algumas questões:

  • Essa criança sofre perturbações afetivas?
  • Ela possui uma família bem estruturada?
  • Os pais conseguem lidar com limites?
  • Quem passa mais tempo com a criança? Pais ou cuidadores?
  • Essa criança sofre violência psicológica ou física?
  • Existe algum problema de socialização na escola? Casos de bullying?

A resposta a essas perguntas irão definir as ações que a escola deve tomar para ajudar essa criança. É preciso cuidar da raiz do problema.

Uma resposta interdisciplinar

O Estado precisa dar uma resposta interdisciplinar efetiva a este problema, dando todo apoio que o professor precisa. No entanto, a maioria das escolas públicas sofrem com a ausência de professores em matérias básicas como matemática e português. Neste contexto, ficaria difícil contar com uma atuação interdisciplinar com a presença, psicopedagogos, psicólogos e até mesmo psiquiatras para tratar alunos que tenham problemas mais graves. O conselho tutelar também precisa estar atuante acompanhando casos de agressões e retirando crianças do convívio de agressores. 

Valorização do professor

Os dados são alarmantes. Uma pesquisa realizada pelo Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp) mostrou que 44% dos professores que trabalham no estado afirmaram já ter sofrido algum tipo de agressão. Sendo 74% em agressão verbal, 60% em bullying, 53% em vandalismo e 52% em agressão física.

Estes professores precisam de apoio de toda a sociedade para que o seu trabalho seja realizado. A palavra-chave é valorização. Quando se trata de indisciplina na sala de aula, o professor precisa sentir que não está sozinho. Não se trata de colocar professores de um lado e alunos do outro, mas sim todos em um mesmo barco em prol da educação para, enfim, entender onde está o problema e resolvê-lo.

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