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Método Montessori: criança não é adulto em miniatura

Hoje em dia é praticamente impossível pensar na decoração de um quarto de bebê sem ouvir sobre o método Montessori ou técnicas montessorianas de adequar aquele espaço à perspectiva da criança, no entanto, Maria Montessori vai muito além disso.

Em sua metodologia ela propõe o respeito às crianças e à sua individualidade, desenvolvendo habilidades dentro do seu tempo e das condições de cada etapa de sua vida. Acompanhe este post e conheça um pouco mais sobre pedagogia científica montessoriana.

Criança é criança

As pessoas têm o péssimo hábito de ler as atitudes e expectativas das crianças sob o ponto de vista de um adulto, desconsiderando o universo daquele indivíduo que está em formação. É preciso lembrar que a criança usa os recursos que dispõe para se comunicar e mostrar aquilo que tem valor para ele, naquele momento da sua vida.

Percebendo isso, Maria Montessori, que iniciou o seu trabalho na educação pensando no melhor acesso pedagógico às crianças portadoras de necessidades especiais, desenvolveu o método Montessori. Esta pedagogia científica tem como prisma as seguintes responsabilidades:

  • O cuidado com a própria higiene e com a limpeza dos espaços que ocupam;
  • O desenvolvimento de atividades livres, da autonomia, autoeducação, autocorreção;
  • O estímulo ao desenvolvimento, sem ferir as particularidades de cada fase da criança;
  • O estímulo para que a criança trabalhe do seu modo e não como se espera que ela faça;
  • A valorização da capacidade de observação da criança;
  • Autodisciplina: a perseverança leva ao refinamento motor e intelectual.

A premissa do método

Segundo o método Montessori, as crianças têm plenas condições de serem protagonistas do seu aprendizado, principalmente quando as suas necessidades e escolhas são respeitadas. O aprendizado precisa ser um processo natural, e não imposto. Para tanto, valorizar a capacidade de observação, as aptidões e experiências da criança, a partir de recursos que possibilitem sensações diferenciadas, proporciona a formação integral dos alunos.

Maria Montessori pensava na criança como um indivíduo completo em sua própria realidade e plenamente capaz de se desenvolver a partir de suas próprias inferências, avançando passo a passo, em uma escala própria de resultados, sem padrões externos, sem imposições.

Maria Montessori: teoria e prática

Maria Montessori nasceu em Chiaravalle, na Itália, em 1870 e foi à primeira médica em seu país e a segunda mulher a se formar em medicina em toda a Europa.  Dedicou-se à Psiquiatria, trabalhando inicialmente com crianças que possuíam alguma deficiência física ou cognitiva, criando métodos de ensino e recursos didáticos que, posteriormente, estendeu para a educação em geral.

Dentre os métodos, vamos destacar uma primeira atitude tomada assim que chegou para coordenar a Casa dei Bambini (Casa das Crianças), em Roma: mudar os móveis. A educadora substituiu tudo o que era pesado por um mobiliário possível de ser manipulado, montado, desmontado, empurrado livremente pelas crianças.

Dessa forma, ela estava colocando em prática a sua teoria de que os pequenos prestam mais atenção em materiais com os quais possam interagir. Sim, as crianças precisam alcançar as prateleiras que acomodam livros escritos para elas sob pena de não se interessarem por eles.

Revolucionário! Estamos falando do final do século 19, quando a lógica que imperava era a de que os mestres deveriam moldar as crianças, que não tinham voz, ao mundo adulto. O método Montessori rompe com essa estrutura e investe em uma aprendizagem que ocorre naturalmente quando a criança tem as suas necessidades e escolhas respeitadas. Essa filosofia está disseminada por todos os lados e orienta incontáveis escolas mundo afora.

Método Montessori

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