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O aluno novo chegou, dizem que ele tem TDAH e agora?

Entrou um novo aluno em minha turma e ele tem TDAH e agora? Bom, um dos primeiros passos seria pedir aos pais ou responsáveis que apresentem o laudo. O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade deve ser diagnosticado por um neurologista com experiência em transtornos. Esse laudo servirá para se ter um melhor entendimento da situação e para orientar melhor a sua forma de trabalhar com aquele aluno.

O tratamento para TDAH pode envolver medicações e todas as decisões devem ser muito responsáveis, pois, interferem diretamente na formação e qualidade de vida do jovem. Em consequência disso, caso ainda não exista um diagnóstico, é interessante que o professor oriente a família a buscar ajuda profissional. Acompanhe esse post e conheça outras dicas importantes de como acolher o aluno com TDAH em sua escola.

Desligue o “achômetro”

É importante lembrar que nem toda criança desatenta, impulsiva ou muito agitada tem TDAH. Tente não achar nada. É importante que você saiba se a criança foi diagnosticada por um médico neurologista e que exista um laudo da situação. Como falado anteriormente, esse laudo é de extrema importância para que todos entendam melhor a situação. Ou seja, tenha o diagnóstico em mãos!

O comportamento da criança é uma vitrine dos seus sentimentos, emoções, talentos e necessidades. É sempre muito importante ficar atento para esses pontos, mas lembrar que suspeitar de um diagnóstico é completamente diferente de ter um diagnóstico.

Preconceito não é tratamento

Quando o diagnóstico estiver pronto, é fundamental que a criança seja acolhida e se sinta compreendida. Quanto mais nos distanciamos dos problemas ou fingimos que eles não existem, mais difícil a solução. O TDAH, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, pode ter um tratamento multidisciplinar.

Certamente a criança bem orientada conseguirá atingir bons resultados e, com o amadurecimento, poderá aumentar o controle sobre o seu comportamento e atenção. Lembre-se: nada de criar expectativas ou metas baseadas em outros casos, eles podem ser no máximo uma referência. Cada indivíduo é único e precisa ser tratado como tal.

Empenho quanto ao tratamento do TDAH

Informação é sempre o melhor caminho. O TDAH é um transtorno neuropsiquiátrico crônico que tem início na infância, sem haver ainda um consenso sobre sua causa e que podem acompanhar o indivíduo por toda a vida. Sabe-se que o cérebro é atingido em várias partes, em especial na frontal, causando, dentre outros sintomas, um padrão persistente de falta de atenção, desinteresse, inquietude e impulsividade.

É importante que os pais compreendam que o aluno que não recebe o tratamento adequado de TDAH geralmente tem uma relação difícil com a escola, com outras pessoas e as perdas são incontornáveis. Vejamos a relação a seguir sobre algumas possíveis situações, traçadas pelo médico especialista em psiquiatria da infância e adolescência, Dr. Gustavo Teixeira:

  • Prejuízos comportamentais, com destaque para inabilidade social, inclusive conjugal;
  • Reprovações escolares constantes;
  • Provável abandono escolar;
  • Aumento da probabilidade de desenvolvimento de doenças psicossomáticas tais como depressão e ansiedade;
  • Aumento da probabilidade de envolvimento com drogas;
  • Rejeição no mercado de trabalho e/ou locação em subempregos.

O não tratamento pode causar muito sofrimento para a criança. Por isso, é importante que aconteça o acompanhamento certo com os recursos adequados. Sendo assim, ela poderá ter uma vida normal, conseguindo se dedicar aos estudos, futuros trabalhos, relacionamentos interpessoais e desenvolvimento de seus talentos.

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